
Na quarta-feira à tarde, apenas oito dos 33 presidentes de conselhos executivos da região centro que se deslocaram até à Assembleia da República, puderam manifestar o seu protesto silencioso nas galerias do Parlamento, vestindo de negro.
Na audiência com a comissão de Educação, a comitiva expôs as suas "angústias" face à "hemorragia legislativa" que "tem perturbado imenso o funcionamento das escolas desde Janeiro", contou ao Público Rosário Gama, militante socialista e presidente do conselho executivo da Infanta D. Maria, em Coimbra, a escola pública mais bem cotada no ranking oficial.
Mas as queixas não se concentraram apenas no processo de avaliação. A comitiva das escolas do Centro manifestou-se também contra as alterações a nível da gestão escolar. "Vamos voltar à figura do velho reitor, com uma absurda concentração de poderes num órgão unipessoal. É o fim do órgão colegial. A eleição pelos pares foi uma conquista democrática, agora volta-se para trás", afirmou Rosário Gama, reconhecendo que as alterações "doem mais porque vêm do PS".
Em Viseu, cerca de 200 professores do Agrupamento de Escolas do Viso, participaram num cordão humano que rodeou a escola Infante D.Henrique, tudo para "com criatividade, manter a luta acesa".
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