
Pelas 16 horas, a cabeça da manifestação já se encontrava na Rua do Ouro, mas ainda havia professores a desfilar no Rossio, nos Restauradores e na Avenida da Liberdade.
Para Mário Nogueira, da Fenprof, "o primeiro-ministro tem de fazer uma leitura desta manifestação. É impossível manter uma política ministerial nestas condições. Com uma manifestação destas, este passa a ser um problema do governo", disse o dirigente sindical à Lusa. "Depois desta manifestação impressionante, dizemos que a actual equipa ministerial não tem condições para continuar", afirmou Mário Nogueira.
Ministro de cabeça perdida
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, acusou na sexta-feira os manifestantes que o vaiaram em Chaves, à entrada para uma reunião sobre os três anos do Governo, de estarem a levar a cabo uma intimidação anti-democrática. De cabeça perdida, o ministro acusou os manifestantes que o vaiaram de "nem sequer saberem distinguir entre Salazar e os democratas", afirmando que "a liberdade em Portugal não se deve a Álvaro Cunhal e a Mário Nogueira", deve-se, segundo o ministro, aos "históricos do PS lutaram pela liberdade antes do 25 de Abril contra o fascismo e depois desta data contra a tentativa de criar em Portugal uma ditadura comunista".
Já o ex-presidente Mário Soares disse que há "falhas de comunicação" entre ministra da Educação e os professores, considerando que é perfeitamente visível o descontentamento dos docentes neste conflito que os opõe à ministra Maria de Lurdes Rodrigues. O ex-presidente, por outro lado, elogiou Maria de Lurdes Rodrigues, dizendo tê-la ouvido numa entrevista, com uma grande serenidade e com uma grande sensatez.
Sem comentários:
Enviar um comentário