terça-feira, 7 de julho de 2009

Bloco de Esquerda apresenta Candidatura Autárquica


No passado dia 5, domingo, o Bloco de Esquerda (BE) anunciou a sua candidatura às autárquicas.
Ricardo Silva sente “orgulho e sentido de responsabilidade” ao assumir o papel de Cabeça de Lista pelo Bloco à Câmara de Santa Comba Dão. O Candidato e a sua equipa estão confiantes, acreditando que “existem cada vez mais santacombadenses, cientes dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos, e que vêem neste projecto, que é o BE, uma alternativa credível para gerir o concelho”. Ricardo Silva acredita que a participação do BE na política autárquica introduzirá a “viragem urgente na política concelhia”, onde predominará a transparência e a inexistência de jogos de interesses, aposta ainda em “políticas sociais de fundo, políticas ambientais corajosas, em projectos de desenvolvimento turístico sustentado e em interacção com o meio ambiente, por oposição aos supostos projectos dos executivos anteriores, nomeadamente o Museu Salazar e o empreendimento turístico da Sr.ª da Ribeira”. Fez ainda referência à reivindicação da “propriedade pública da água” que está nas mãos dos serviços privados, nomeadamente da empresa Águas do Planalto, mas que deverá “regressar à gestão pública”. O discurso de Ricardo Silva terminou com uma frase de entusiasmo “chegou a hora de contrapôr às políticas bolorentas do passado a frescura e coragem do futuro ” com “a força e apoio que os cidadãos nos têm dado”.
Clara Alexandre será a candidata à Assembleia Municipal, “é algo que me agrada de sobremaneira aqui em Santa Comba Dão”. A cabeça de lista do BE para a Assembleia Municipal criticou a imagem que Santa Comba Dão tem nos média, “é altura de inverter essa imagem”, e promete que esta “candidatura acabará com o marasmo das nossas Assembleias Municipais e irá mudar a política concelhia”.
“O Bloco de Esquerda propõe-se funcionar neste orgão em regime de rotatividade, e neste sentido estaremos presentes quer eu, quer o David Marcelino Ferreira em 2º lugar”, com o objectivo de terminar com o “panorama desolador de unamismo, que vai alternando com quezílas estéreis e falta de poder propositivo existentes na nossa Assembleia”. A candidata frisou a importância do voto útil no BE, e em particular para o orgão que encabeça, o que nos facultará “a viabilização de projectos que exijam transparência, façam a denúncia dos jogos de oportunidades ilegitimamente distribuídos, propondo políticas que sirvam os interesses da comunidade e apelem a um desenvolvimento sustentado do concelho com fortes preocupações ambientais, sociais e culturais”. Por fim, Clara Alexandre promete ser “uma voz interventiva e dinâmica na Assembleia Municipal no sentido de marcar a viragem que urge no concelho”.
A candidatura contou também com a presença de Francisco Louçã, que acredita que estas eleições serão diferentes, pois o partido é hoje integrado por pessoas de todas as idades, classes sociais e económicas, sendo revelador, para além da maturidade atingida pelo Bloco, do desencanto dos portugueses no actual panorama político nacional. Louçã frisou ainda a preocupação com os problemas sociais, onde está patente a falta de emprego. Revelou um grande apreço por todos os envolvidos nestas autárquicas, pois serão estas que estarão mais próximas das pessoas, assim sendo, “apoia e estará ao lado desta candidatura”.