
Thaçi proclamou que o Kosovo terá uma "sociedade que respeita a dignidade humana" e que se compromete a confrontar "o doloroso legado do passado recente, num espírito de reconciliação e perdão".
Em Pristina, o anúncio da independência foi recebido por dezenas de milhares de pessoas, que empunhavam bandeiras vermelhas da Albânia, mas também dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Alemanha e da NATO, em sinal de reconhecimento pelo apoio dado por aqueles países e instituição à independência da província do Sul da Sérvia.
Em Belgrado, mais de mil pessoas protestaram em frente à Embaixada da Eslovénia, que assume a presidência rotativa da União Europeia, mostrando que o seu repúdio ao apoio dado pela maioria dos Estados-membros da União Europeia e pelos Estados Unidos ao novo estatuto do Kosovo.
Os Estados Unidos reagiram à declaração da independência do Kosovo com um apelo à calma. "Registamos o facto do Kosovo ter declaro a sua independência. Saudamos o claro empenho do Governo kosovar em proteger as minorias étnicas", disse porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, disse que França deseja "boa sorte ao Kosovo", considerando a sua separação da Sérvia "um sucesso da comunidade internacional e da Europa".
Em Londres, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que a proclamação de independência é "um importante desenvolvimento que cria um novo contexto para o estatuto do Kosovo".
Em Berlim, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, salientou que a "manutenção da estabilidade na região é a principal prioridade".
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, admitiu implicitamente o reconhecimento da independência por parte do governo português: "A partir do momento em que endossámos o relatório Athissari no Conselho Europeu de 2006 na Finlândia, a UE deu a perspectiva de que o estatuto final do Kosovo era a independência", disse em Amã, onde acompanha a visita do Presidente da República à Jordânia.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcou uma reunião com carácter de urgência, a pedido de Moscovo, para avaliar a proclamação de independência do Kosovo. Logo após a decisão do parlamento kosovar, a Rússia pediu à ONU e à NATO para anularem "sem demora" essa decisão.
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